ALTERAÇÃO DO HORÁRIO DE RECOLHA DE LIXO

24, 25 E 31 DE DEZEMBRO E 1 DE JANEIRO

Informam-se todos os munícipes que, em virtude da Quadra Natalícia, e para que os funcionários da recolha de resíduos possam também vive-la em família, os circuitos de recolha irão ser alterados nos dias referidos.
Na cidade de Fafe:
– Dias 24 e 31 de Dezembro – o horário do início da recolha será alterado para as 15:00 horas, mantendo-se os mesmos circuitos.
Atenção: Não coloque resíduos após a passagem das viaturas de recolha.
– Dias 25 de Dezembro e 01 de Janeiro – não haverá recolha.

Entrega de Medalhas de Mérito da Freguesia

No próximo dia 14 de dezembro, sexta-feira, pelas 21:00, na Biblioteca Municipal de Fafe, a Junta de Freguesia de Fafe irá entregar as Medalhas de Mérito da Freguesia em diversas áreas – desportivas, culturais e sociais. O Presidente Paulo Soares acrescenta: “Convidamos todos os fregueses a estarem presentes nesta cerimónia, onde a Junta irá ter um gesto simbólico em relação a alguns fafenses que se notabilizaram este ano e ao longo dos anos nesta linda terra. Compareçam e tenho a certeza que irão gostar.”

Armistício

Comemorou-se este domingo, 11 de Novembro, o armistício que pôs fim à sangrenta I Guerra Mundial, que havia começado em 28 de Julho de 1914 e se desenrolou até 1918.
O “Armistício de Compiégne” entrou em vigor às 11 horas de 11 de Novembro (11ª hora do 11º dia do 11º mês) do ano de 1918.
A primeira grande catástrofe mundial levou a mais de 8 milhões de mortos, número nunca antes atingido em guerras.
Portugal mobilizou para as várias frentes mais de 100 mil militares. No total da I Guerra Mundial, terão morrido mais de 8 mil jovens que nela foram obrigados a participar, sendo que de Fafe faleceram 36 soldados, sendo 19 na Europa, 11 em Moçambique e 6 em Angola.
Obviamente, que por estes dias, há um século, a alegria foi imensa, os festejos prolongados.
O mundo respirava outra vez a alegria e a paz, embora a destruição obrigasse a anos de trabalho de reconstrução dos países europeus mais atingidos.
Pelo país, multiplicaram-se nos anos seguintes memoriais de homenagem aos soldados mortos no primeiro conflito mundial.
A grande memória histórica relativa à I Guerra Mundial na cidade de Fafe é o Monumento aos Mortos da Grande Guerra.
O monumento que perpetua a memória dos soldados fafenses que tombaram naquela hecatombe que se desenrolou nos palcos de África (Angola e Moçambique) e da Europa, sobretudo em França, está localizado no “coração” da cidade, na Praça 25 de Abril, e é o mais antigo dos monumentos de que a cidade de Fafe dispõe.
Os preparativos para a sua construção remontam ao ano de 1920, dois anos após o término do conflito, quando a Câmara Municipal – na sequência de um apelo lançado pela Junta Patriótica do Norte, em 30 de Julho de 1919 – deliberou delegar numa comissão de ilustres fafenses o patriótico encargo de levar a efeito a perpetuação da memória dos filhos desta terra que morreram nos campos da batalha de África e França.
O auto de colocação da primeira pedra ocorreu no dia 17 de Maio de 1931. Menos de dois meses após a adjudicação, o monumento foi inaugurado com a maior pompa e circunstância, no dia 12 de Julho de 1931, pelas 16 horas, no âmbito das Festas em honra de Nª Sª de Antime.
O padrão, quadrangular, da autoria de Manuel Maria Marques dos Reis, tem 6,80 metros de altura, sendo construído em diversas qualidades de mármore. A placa principal, representando um soldado ferido mortalmente (da autoria do escultor Zeferino Couto), bem como a cruz de Cristo que encima o monumento, são em bronze, para maior valorização do mesmo.
Nos quatro lados do monumento, a meia altura, estão inscritos os nomes de locais das principais batalhas da Guerra de 1914-18: La Lys, Fauquissart, La Couture, Neuve-Chapelle, Chapigny (todas em França), Naulila, Nevala, Negomano e Rovuma (em África).
A toponímia local ainda hoje mantém referências a esse período, como a “Rua dos Aliados” e a “Rua dos Combatentes da Grande Guerra”.

Artur Coimbra

505 Anos do Foral Manuelino

Esta segunda-feira, comemoram-se os 505 anos da atribuição do Foral Manuelino ao município de Monte Longo, antepassado de Fafe.

O Foral de D. Manuel foi concedido em 5 de Novembro de 1513 ao município de Monte Longo, que passou a designar-se Fafe nas reformas liberais do século XIX.

O Foral Manuelino de Monte Longo não instituiu o concelho, não foi o seu documento fundador, como aconteceu noutros lugares e em outras épocas, com documentos similares. Tudo porque o município já existia, de facto, com os seus corpos administrativos instalados e a sua organização específica. O Foral reconheceu-lhe, de direito, um estatuto e uma categoria que já merecia, pelo seu passado que radicava em tempos imemoriais.

No caso concreto, o Foral Manuelino regulamenta as instituições, indica a lista de magistrados do concelho, estipula as normas referentes à administração da justiça, as multas a aplicar aos crimes mais comuns na época, fornece regras para a utilização dos terrenos comunitários, estabelece impostos, garante a liberdade dos povoadores e assegura a paz.

No final da Idade Média e por altura da atribuição do Foral, Monte Longo era um pequeno concelho de base rural, agrícola, pecuária e artesanal, constituído pelas freguesias de Santa Eulália Antiga (que foi sempre sede do concelho), S. Martinho de Armil, Santa Maria de Antime, Santa Maria de S. Gens, S. Martinho de Quinchães, Burgueiros e Casadela (hoje lugar de Quinchães), Santa Comba, S. Martinho de Medelo, S. Tomé de Estorãos, Santa Eulália de Revelhe, S. João de Cortegaça (hoje lugar de Revelhe), S. Estêvão de Vinhós, Santa Maria de Ribeiros e pela freguesia de Lagoa, além dos coutos de Pedraído e de Moreira do Rei e da honra de Cepães.

Foi este, com uma ou outra alteração, «o núcleo duro» de Monte Longo durante muitos e longos anos, até cerca de meados do século XIX, quando se funda o município de Fafe, “construído” pelos “brasileiros de torna-viagem” e que viria até aos nossos dias.

AFC