LENDA II

Um Morgado de Fafe deslocou-se a Lisboa para estar presente numa reunião, na esperança de encontrar apoios financeiros para as obras necessárias ao desenvolvimento da sua querida terra. Em dado momento, no decorrer da reunião, um lisboeta, em termos pouco comuns nestes actos, insultou uma pacata senhora, em represália por esta ter defendido mais dinheiro para as gentes da sua terra, em detrimento das regalias adquiridas pela gente da capital. O Morgado de Fafe, que estava atento ao discurso da senhora, não gostou de ouvir os insultos proferidos pelo “espertalhão” lisboeta. Num gesto de franco cavalheirismo, próprio de minhoto que se preze, desafiou logo aí o “mal encarado” senhor da capital para a pancadaria! O desafio foi por este aceite, propondo arrogantemente ao corajoso fafense a escolha de armas. O morgado não se fez rogado e escolheu para duelo o pau. De cajado na mão, os dois adversários lá foram para um recinto largo, arrastando atrás de si todos os presentes na reunião que quiseram testemunhar o resultado do confronto, entre o homem da capital e o homem da província. Os paus cruzaram-se – começou a batalha. O Morgado de Fafe acertou “forte e feio” no mal educado lisboeta. – “VIVA, VIVA A JUSTIÇA DE FAFE” – gritou o povo. Ainda hoje esta lenda é bem lembrada no seio da capital, através da peça de teatro “O MORGADO DE FAFE EM LISBOA”.